Florianópolis distribui kits para compostagem doméstica

A prefeitura de Florianópolis distribuiu 500 minhocários para compostagem em casa.

No dia 20, teve início a primeira oficina de compostagem da prefeitura de Florianópolis, em Santa Catarina. O curso faz parte do projeto Minhoca na Cabeça, que, até abril, distribuirá 500 kits para vermicompostagem domiciliar de resíduos orgânicos.

O prefeito Gean Loureiro fez um desafio de inovação em setembro e a Comcap (que cuida do lixo urbano da cidade) apresentou a proposta de compostagem. No dia 4 de janeiro, o prefeito já lançou o projeto de valorização de resíduos orgânicos com sistema web de monitoramento e já com segunda etapa e mais 500 kits garantidos. “É um projeto inteligente e que diferencia Florianópolis em relação às grandes cidades brasileiras. Aqui temos programa integrado de saúde e agricultura urbana, para melhorar o ciclo da vida, da alimentação ao destino dos resíduos”, afirmou.

“Minhoca na Cabeça é uma ideia, uma consciência e uma atitude. Compostagem já se faz há dois mil anos, não estamos inventando nada, mas estamos criando uma política pública para reciclar os orgânicos na fonte geradora”, explicou Carlos Alberto Martins, presidente da Comcap. Os participantes dessa primeira etapa, apontou o presidente, devem recuperar 292 toneladas de resíduos orgânicos por ano.

Primeiras impressões

A princípio a receptividade da novidade tem sido boa. Muitos viram a campanha na televisão e correram para se inscrever, foi o caso do empresário Nilton César. “A reciclagem é muito importante. Florianópolis está crescendo muito e eu, como cidadão florianopolitano, tenho de pensar no futuro, tenho de pensar lá na frente. Para ajudar a natureza, vim receber essa informação para compartilhar com amigos e vizinhos, com a comunidade e bairro onde vivo. Assim que vi a reportagem, entrei no site e fiz a inscrição, foi tudo muito rápido e muito fácil, afirmou.

Já para Miguel Busanello o projeto é uma oportunidade de economia. “Trabalhei com minhocário, tenho experiência nessa área. No momento, até pelo custo para implantar esses minhocários, estava sem. O custo das caixas coletoras é bem elevado. Quando vi o projeto, fiquei muito interessado. Se tivesse mais kits disponíveis, usaria mais, pelo volume de geração de resíduos”. Também para o engenheiro ambiental Rudá Pereira a reciclagem já faz parte do hábito. “Sempre separamos os recicláveis. Os orgânicos eram jogados fora, no lixo normal, não sabíamos o que fazer porque moramos em apartamento. Agora resolvemos o assunto com o minhocário. O composto vamos usar para algumas flores, mas a maior parte vamos doar para amigos e familiares”.

Foto: Cristiano Andujar / PMF

Saiba mais sobre o projeto aqui.

Veja também: Composteira elétrica portátil transforma resíduos de cozinha em adubo em 3h.

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