Jamaica bane sacolas descartáveis, canudos e isopor

A primeira proibição, de sacolinhas, passa a valer a partir de janeiro de 2019.

O governo da Jamaica vai proibir a importação, fabricação, distribuição e uso de alguns materiais de embalagens plásticas. Sacos e sacolas plásticas descartáveis; espuma de poliestireno expandido, mais conhecido como isopor; e canudinhos plásticos estão inclusos no banimento.

Para Daryl Vaz, Ministério do Crescimento Econômico e Criação de Emprego, que fez o anúncio da informação, a restrição se tornou necessária devido ao fato de que “a Jamaica está literalmente inundada com todos os tipos de plástico”. Ele reforçou que tais itens são descartados indevidamente e estão causando efeitos cada vez mais danosos à vida humana e animal. A primeira proibição, de sacolinhas, passa a valer a partir de janeiro de 2019.

Exceção

O ministro salientou que a proibição não se aplicará aos sacos usados ​​para manter a saúde pública ou os padrões de segurança alimentar, como os usados ​​para embalar carnes cruas; farinha; açúcar; arroz e produtos de panificação.

“No que diz respeito ao material feito de polietileno, usado por varejistas, os fabricantes e importadores de tais produtos devem solicitar à Agência Nacional de Meio Ambiente e Planejamento (NEPA) isenções limitadas. Essas solicitações serão consideradas caso a caso para manufatura e importação, sendo admissíveis até janeiro de 2021”, informou o ministro.

“Os consumidores são incentivados a utilizar sacolas reutilizáveis, especialmente aquelas produzidas por empresas locais”, afirma Vaz. Aliás, ele disse ainda que o governo, por meio do Banco de Desenvolvimento da Jamaica, vai ajudar as empresas locais de fabricação de sacolas a se adequarem para a criação de produtos ambientalmente mais seguros.

Mais tempo para isopor e canudinhos

Sobre a proibição de isopor, a fabricação local e a distribuição de espuma de poliestireno serão proibidas a partir de janeiro de 2020. Mas, o uso de poliestireno será ainda aceito para o acondicionamento de alimentos, como carnes cruas, contanto que os produtores sejam regulados na agência ambiental. “A indústria é incentivada a fabricar/distribuir alternativas em papel e outras alternativas ecologicamente corretas para o mercado doméstico”, diz Vaz.

Já a importação de canudinhos de plástico será banida a partir de janeiro de 2021. O governo jamaicano acredita que canudos feitos de materiais alternativos, como papel ou bambu, nem sempre são adequados para o setor médico e para pessoas com deficiências, portanto as principais partes interessadas serão consultadas antes da proibição total.

0 Comments

No comments!

There are no comments yet, but you can be first to comment this article.

Leave reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *